In Hsieh

In Hsieh é um dos principais especialistas em inovação, startups e investimentos em tecnologia entre Brasil e China. Atualmente é CEO da Chinnovation que acelera negócios de tecnologia e investimentos entre os dois países, e auxilia a entrada de startups chinesas no Brasil. Antes foi Head de E-commerce Latam da Xiaomi, uma das gigantes chinesas de internet, participou do startup do Submarino em 1999 e ainda fundou suas próprias startups, como Baby.com.br, eleita melhor startup do ano pela revista PEGN. É colunista do site AAA, colunista convidado da Época Negócios, entre outros projetos.

  • • China: a nova líder Global em inovação no mundo pós-covid19

A China já foi a maior economia do mundo, junto com a India, durante a maior parte dos últimos 2000 anos. Agora, assume protagonismo econômico e tecnológico, rivalizando e até superando os EUA em vários setores.
Enquanto os americanos se caracterizam pela inovação tecnológica, os chineses focam na transformação digital. Ao invés de salvar a humanidade e mudar o mundo como os EUA, a China quer resolver problemas e aproveitar oportunidades de negócios. 
Entre as áreas em que o pais asiático é líder global estão o meio de pagamento digital e o comércio eletrônico. Estimava-se antes da pandemia que em 2020 a China movimentaria mais de 150 vezes o montante dos EUA. Os números mais recentes apontam que essa diferença pode atingir 200x. E não só por celular, mas também por reconhecimento facial, uma tecnologia que já foi usada por 200 milhões de chineses em 2019. Já em e-commerce, as empresas chinesas representaram quase 60% das transações no mundo todo. Enquanto no Ocidente olha-se com atenção para a Amazon, o Alibaba movimentou 3x mais, com GMV (Gross Merchandise Value) em 2018 de US$ 768 bilhões dos chineses versus US$ 239 bilhões dos americanos.
Nessa palestra serão apresentados os fatores que permitiram e aceleraram a ascensão tecnológica da China e casos reais desde os grandes ecossistemas até transformações em indústrias tradicionais que servem de referência para o mundo todo, com novos modelos de negócios como SuperApps, D2C (Direct2Consumer) e C2M (Consumer@Manufacturer).
Esses conceitos já são muito mais do que meras referências. Algumas das maiores empresas e startups brasileiras estão utilizando essas estratégias para dominar nosso mercado. De Rappi e iFood a Itaú e Magazine Luiza. Quem estiver fora, pode estar correndo o risco de perder seu próprio mercado, pois esses várias dessas estratégias são winner takes all (vencedor leva tudo), tornando-se o sistema operacional na vida dos usuários brasileiros.

Estamos passando da era Copy-To-China para Copy-From-China.