Carla Maia

Carla Maia teve um sangramento espontâneo na medula aos 17 anos que a deixou tetraplégica.

A falta dos movimentos nas mãos e nas pernas mudou a perspectiva de futuro e independência da adolescente.

Ela se viu obrigada a fazer uma escolha: ter uma vida limitada, ou viver intensamente mesmo com a limitação. Carla Maia se formou em jornalismo e foi a primeira repórter cadeirante de um jornal factual do Brasil.

Também aprendeu a jogar tênis de mesa. Com uma raquete amarrada na mão foi oito vezes campeã brasileira de sua categoria.

E não participou apenas de competições esportivas. Em 2017 foi a Miss Brasil na final do primeiro concurso de Miss Mundo Cadeirante que ocorreu na Polônia, onde ficou em quarto lugar na votação popular. Na Polônia, experimentou dançar. Uma antiga paixão da época em que andava.

 Ao voltar para o Brasil, inovou novamente. Criou a Cia de dança Street Cadeirante formada apenas por bailarinos cadeirantes, que como ela, amam se movimentar.

A vida continuou. Carla Maia escolheu a segunda opção. E você?