Palco Aberto | Manuela Rios em O problema da sua empresa não está na saúde mental
13 de janeiro de 2026 - Palco Aberto
No artigo a seguir, Manuela Rios irá falar sobre o adoecimento mental que certamente pode atrapalhar sua empresa. Enquanto muito evitam tocar no assunto, Manuela expõem a problemático que tudo isso causa.
Saúde mental, Burnout, NR-1, riscos psicossociais, termos que ganharam força no palco corporativo. Reflexo de um boom de adoecimento mental que já não é um problema isolado das empresas — é um fenômeno generalizado que cresce a cada dia.
Os números são claros: o Brasil é o país mais ansioso do mundo, 2º em casos de Burnout, 5º em depressão e 8º em suicídio. Dados corroboram com uma realidade dura: os transtornos mentais já são a principal causa de absenteísmo nas empresas brasileiras.
Mas tudo isso que estamos vivendo não é causa — é consequência. Consequência da forma como o trabalho vem sendo estruturado nas últimas décadas. A tecnologia avançou, os meios de produção se modernizaram, mas o modelo de produtividade continua tratando pessoas como peças de engrenagem — esperando delas uma performance de máquina.
Esse automatismo, somado à velocidade da vida moderna e acelerado pela pandemia, vem adoecendo corpo e mente num ritmo alarmante.
Vivemos no piloto automático: saímos do transporte para o elevador, passamos o dia sentado diante de telas, comemos correndo e distraídos pelo celular — sem sequer perceber a saciedade. O celular, aliás, virou uma extensão do corpo e do expediente, que agora invade noites e fins de semana, tornando a jornada de trabalho invisivelmente exaustiva. Dormimos e acordamos conectados, com o sono cada vez mais comprometido. Descansar virou privilégio; quem tem folga no fim de semana se sente sortudo. E a síndrome da música do Fantástico no domingo, anuncia à volta à rotina de segunda.
O resultado? Uma pandemia de maus hábitos — que supera os números alarmantes das doenças mentais.
As doenças que mais matam no Brasil e no mundo são as cardiovasculares (infarto, AVC, insuficiência cardíaca) e alguns tipos de câncer (principalmente intestino, pâncreas, estômago e pulmão). E o que há por trás delas? A forma como estamos vivendo: sedentarismo, sobrepeso, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo.
Ninguém escolhe adoecer, mas estamos ficando doentes por causa das nossas escolhas diárias.
Mas há luz no fim do túnel. A chave para mudar esse cenário é cuidar da saúde do seu time de forma genuína, com atenção centrada na pessoa, com educação em saúde promovendo mudança de estilo de vida. Mostrando que é possível alcançar grandes resultados com pequenas mudanças — mesmo para quem acredita não ter tempo.
E esse cuidado reverbera diretamente nos resultados da empresa, que colhe frutos em:
- Redução do absenteísmo por doença
- Economia com planos de saúde
- Aumento da produtividade e engajamento
- Redução do turnover
- Fortalecimento da cultura organizacional e da liderança
Com potencial de retorno sobre o investimento (ROI) de até 150%.
Assim, transformamos um ciclo vicioso de adoecimento em um ciclo virtuoso de bem-estar — com impacto potente, sustentável, onde todo mundo sai ganhando.
Diante de tantas normas e obrigações, o mais importante ainda é o básico bem feito: querer, de verdade, cuidar das pessoas. E isso não requer tecnologia.
A mudança é inevitável.
A grande pergunta é: sua empresa vai mudar por opção ou por obrigação?
Escrito por Manuela Rios
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