Palco aberto | Fernando Barra em Só sei que nada sei: A Difícil arte de saber perguntar na era da Inteligência Artificial
20 de janeiro de 2026 - Palco Aberto
Nesse artigo, Fernando Barra fala sua visão como nos estamos utilizando a inteligência artificial no dia a dia. Estamos fazendo de fato uso inteligente dessa ferramenta?
E uma visita recente à Grécia, parei diante da célebre frase de Sócrates: “Só sei que nada sei”. E confesso: ela nunca me pareceu tão atual!
Vivemos numa era em que qualquer pergunta recebe uma resposta em segundos, entregue por inteligências artificiais que parecem saber tudo. Mas será que estamos mesmo fazendo as perguntas certas?
Sócrates não buscava respostas prontas — ele buscava clareza. E sua ferramenta não era o Google, era o questionamento. Em vez de dizer às pessoas o que pensar, ele ensinava a pensar. A verdade, para ele, não era algo que se impunha, mas algo que se descobria passo a passo, pergunta por pergunta.
Se estivesse vivo, Sócrates não seria um programador. Seria um engenheiro de prompt!
Porque hoje, essa nova profissão não é sobre dominar códigos, é sobre dominar perguntas. Um engenheiro de prompt é aquele que sabe como perguntar para extrair o melhor das inteligências artificiais. E, convenhamos, isso vale para muito além da tecnologia.
Nas empresas, quem pergunta melhor se conecta mais. Nas vendas, quem sabe ouvir antes de argumentar cria mais confiança. Nos relacionamentos, quem pergunta com interesse constrói vínculos mais profundos. No fundo, toda transformação começa com uma boa pergunta!
Mas tem um problema: nunca nos ensinaram a perguntar. Fomos treinados para acertar respostas. Na escola, responder era virtude, perguntar era distração. Criamos adultos com medo de parecerem ignorantes, quando, na verdade, toda sabedoria começa com a humildade de não saber.
Hoje, numa sala de aula, costumo propor um desafio simples: conversar apenas com perguntas. Ninguém consegue. O cérebro busca uma resposta automática, como um reflexo condicionado. Somos programados para responder, não para pensar.
Mas no mundo da Inteligência Artificial, quem não sabe perguntar… está fora do jogo.
E isso não é só sobre trabalho. É sobre consciência.
Perguntar é o que nos protege do piloto automático. É o que nos impede de virar cópias uns dos outros. É o que nos salva da robotização emocional que assombra nossos dias.
A IA pode nos dar qualquer resposta. Mas só nós podemos escolher a pergunta que vale a pena ser feita.
A pergunta certa abre portais. Nos conecta com pessoas melhores, nos desafia a crescer, nos obriga a parar e refletir: “Será que estou vivendo com intenção ou apenas repetindo padrões?”
Então, hoje, minha provocação é simples:
Você tem feito boas perguntas?
Porque, na era da Inteligência Artificial, perguntar bem não é só uma habilidade. É um ato de coragem, é uma forma de existir e se destacar como um profissional do futuro de sucesso.
E talvez, no final das contas, seja isso que nos torna verdadeiramente humanos.
Enfim, que tal conhecer mais sobre Fernando Barra.
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