Palco Aberto | Caroline Reis em Inteligência Artificial e o futuro do trabalho: Preparando-se para a mudança
17 de outubro de 2025 - Palco Aberto
É curioso ver tanta gente falando da inteligência artificial como algo do futuro, quando esse futuro já começou faz tempo.
Se você já usou um corretor automático de texto, recorreu a um mapa para fugir do trânsito, pediu para um assistente virtual tocar música ou recebeu uma sugestão personalizada de filme, você já teve contato com IA. Ferramentas como essas estão presentes no nosso dia a dia há anos. O que muda agora é a potência e a velocidade com que essa tecnologia se expande.
Antes de mais nada, será que a Inteligência Artificial realmente vai impactar os empregos?
Segundo a OIT, um em cada quatro empregos pode ser afetado pela IA nos próximos anos. Mas isso não precisa ser motivo de pânico. O dado não fala de extinção, fala de transformação. O ponto de virada está em como as pessoas e empresas vão se preparar.
Nos bastidores, o movimento mais comum é correr atrás de soluções tecnológicas. Como incorporar IA aos processos e aplicar nos produtos. Como usar para ganhar eficiência. O que pouca gente está perguntando é como preparamos as pessoas para lidar com isso.
Eventualmente, como usar a Inteligência Artificial de forma estratégica e consciente?
Usar IA de forma estratégica exige bem mais do que aprender a operar uma ferramenta. Exige curiosidade, pensamento crítico, repertório cultural, capacidade de fazer boas perguntas, consciência ética e uma visão sistêmica dos problemas que se quer resolver. A ferramenta sozinha não entrega nada. Ela responde a partir do que você pede, e a qualidade do que ela devolve depende do seu próprio capital intelectual.
Além disso, será que a IA está realmente sendo bem usada nas organizações?
O que tenho visto com frequência nas organizações é um entusiasmo superficial. Vi recentemente uma pessoa da alta liderança que desenhou todo um plano de inovação para a empresa, com metas ousadas e repletas de termos da moda. Mas ela própria não sabia como nada daquilo funcionava na prática. Acabou montando um castelo em cima de conceitos que só conhecia por alto. E isso não é um caso isolado. Tem muito discurso sobre inovação por aí… mas olhar mais de perto pra ver: o rei está nu.
A princípio, cursos e especializações de fato ajudam a se preparar para o futuro?
Cursos são sempre bem-vindos, mas o que mais me ensinou foi fuçar, testar, errar e tentar de novo. As ferramentas mudam o tempo todo. O que se aprende hoje pode não fazer mais sentido daqui a algumas semanas. Mais do que dominar uma plataforma, o que realmente importa é desenvolver pensamento analítico, criatividade, adaptabilidade, comunicação clara e leitura de contexto. São essas habilidades que definem quem vai usar bem a IA e quem vai se perder no meio do hype.
A IA não vai roubar o seu emprego. Mas alguém que saiba usá-la pode.
Se isso te assusta, comece por entender o que exatamente está te ameaçando. Em vez de tentar competir com a IA, aprenda a fazer com que ela trabalhe para você.
O ponto não é se você vai usar IA.
É como.
E, principalmente, pra quê.
Você está usando IA para acelerar o que já sabe ou para esconder o que ainda não aprendeu?
Escrito por Caroline Reis, PCC ICF .
Conheça mais as palestras da Carol: https://polopalestrantes.com.br/palestrantes/caroline-reis
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